Livros de Hélio de
Araújo
Hélio
de Araújo publicou seu primeiro livro, “Andanças”,
em 1999, relatando sua história a partir do acidente de moto que o deixou
tetraplégico, quando conduzia uma moto alcoolizado. Neste envolvente depoimento
literário o autor aborda o tratamento de reabilitação, saída do isolamento
social, entrada na universidade, conquista do emprego, casamento e filhos, tudo
intercalado por episódios engraçados.
Enveredando
pelo caminho da ficção, em 2001, editou “O
Quarteto”, narrando, de forma leve e bem-humorada, as aventuras de um cego,
um cadeirante, uma surda e uma professora sem deficiência visível, em viagem
pelo Sertão, enfrentando longas estradas asfaltadas, caminhos de terra e
trechos de hidrovia pelo Rio São Francisco.
“História de Luta das Pessoas com
Deficiência em Petrolina” foi sua terceira experiência. Lançado em 2015, o
documentário apresenta a trajetória histórica de transformação da comunidade do
Vale do São Francisco, tendo como foco principal a luta das pessoas com
deficiência, iniciada em 1980, combatendo
o assistencialismo, a superproteção e a discriminação, marchando para um repensar,
para o reconhecimento dessas pessoas como seres humanos, iguais a quaisquer
outros. O livro enfatiza que as pessoas com deficiência física, intelectual ou
sensorial não deixaram de buscar estudo, trabalho, lazer, de contribuir com a
sociedade e exigir seus direitos ou de cumprir com as suas obrigações, de modo
que se fazem merecedoras de um tratamento digno e igualitário.
Retomando
o estilo romance, lançou “O anoitecer de
Aurora” (2017), contando a trajetória de uma sertaneja, enfatizando as
dificuldades para sobreviver na área de sequeiro e os desafios enfrentados para
criar catorze filhos, num tempo de grandes transformações físicas e sociais na
área rural do semiárido nordestino. O livro mostra o cotidiano dos sertanejos,
tipos de moradia, meios de transporte, fauna, atividades e produtos agrícolas,
modos de conservação dos alimentos, hábitos, religiosidade, festas, estratégias de sobrevivência, a figura da
rezadeira e situações hilárias. O aspecto
econômico é abordado quando Aurora migra para o Paraná e experimenta o trabalho na lavoura
do café. A obra revela ainda o perfil de uma mulher amorosa, lutadora, de caráter ilibado, que zelou por todos os
familiares, que soube ser firme diante das adversidades e vencer os
obstáculos que iam surgindo.
Em 2018,
publicou “Canudos de Antônio Conselheiro”
que trata da guerra entre seguidores de um líder religioso e os combatentes do
governo republicano, no fim do século XIX.
Em 2019
lançou o livro “Assombros de Lampião”,
relatando os momentos mais importantes na vida de Virgulino Ferreira da Silva
(Lampião) e os principais combates entre seu grupo de cangaceiros e as forças
policiais volantes, ocorridos em sete estados nordestinos.
“As Pegadas de Padre Cícero” (2021) é o mais
recente livro de Hélio de Araújo. A obra conta a trajetória da vida religiosa e
política do notável Padre Cícero Romão Batista, admirado por milhões de
brasileiros, considerado patriarca do Nordeste, padrinho dos sertanejos e
escolhido por seus conterrâneos como o Cearense do Século.
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