sábado, 19 de junho de 2021

Dedilhando Letras

 

Em mil oitocentos e nove

Dia quatro de janeiro

No interior da França

Nasceu um guerreiro

Chamado Louis Braille

O filho de um seleiro.

Ele perdeu a visão

Aos cinco anos de idade

Iniciou os estudos

Na sua localidade

Louis entendia tudo

Com muita facilidade.

Foi morar em Paris

Tinha sede de aprender

Lá existia uma maneira

De ensinar o cego a ler

Era o que Louis buscava:

Evoluir, interagir, crescer.

Numa escola especial

Louis veio a conhecer

Letras feitas em relevo

Que tocava para ler

Mas havia dificuldade

Na hora de escrever.

Lá, surgiu um militar

Preocupado com o futuro

E apresentou um código

Que usava no escuro

Pra falar com os soldados

Evitando o barulho.

 

Essa grande novidade

De cunho estrategista

Encantou nosso Louis

Um garoto idealista

Que desejava resolver

O problema da escrita.

Inspirado pelo código

Usando a imaginação

Fez bastante pesquisa,

Muita experimentação

E aos quinze anos

Apresentou sua invenção.

Um sistema de escrita

Para o cego tatear

Seis pontos em relevo

Na forma retangular

Três linhas e duas colunas

Para os símbolos, formar.

Assim os cegos puderam

Escrever letra e numeral

Texto científico e literário

Também nota musical

Filosofia e tecnologia,

Inclusive, peça teatral.

Cumprimentamos Louis

Pela valiosa invenção

Criada lá na França

Útil em qualquer nação

Que garantiu aos cegos

Acessibilidade e inclusão.  


- Hélio de Araújo

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